Capitulo 2
O deserto de Washakamoon.
Quanto todos os cinco se acalmaram,
poderam apreciar o estranho local em que foram parar. Era um enorme e estranho
deserto de areia de cor vermelha como sangue, eles levantaram os olhos para ver
o seu que como a areia do deserto era vermelho, mas um vermelho diferente da
areia, o vermelho do deserto era um vermelho mais crepuscular como o vermelho
do por do sol, um vermelho romântico e bonito. Merlin abaixou-se para sentir a
textura da estranha areia vermelha, ele tocou com as pontas dos dedos e sentiu
o chão da terra sólida como rocha.
- Estranho a areia deste deserto.- disse
Merlin para seus imãos
- Estranho como Merlin? Tudo aqui é estranho.
Para começo de conversa como nós viemos parar aqui? Até apouco tempo estávamos
sendo seguidos por enormes e monstruosos cachorros de pelos negros e de olhos
assustadores que queriam nos comer- disse Morgana ainda incrédula com toda
aquela situação em que eles se encontravam. Lancelot, Arthur e Gwen olharam
para Merlin, enquanto Morgana continuava a observar todos os locais ao seu
redor.
- Bem a
areia do local em que estamos parece muito mais sólido e socado do que
de um deserto comum, sem contar na cor
estranha que ele possui, era como se houve-se tido alguma guerra tão
sangrenta neste local que acumulou uma quantidade absurda de sangue que acho
que não sairá mais dele.- disse Merlin ao se levantar e ir até Morgana. – E
além do mais Morgana está certa, este lugar é muito estranho e ainda não sei
como viemos parar aqui. Só me lembro que passamos pela porta estranha do terreno baldio, aquela porta velha e inderrubável.-
Os outros se
juntaram aos outros dois. Lancelot ainda chutando o chão para sentir sua
rigidez e solides.
- Você não sabe por que esta areia é tão duro
e sólido como se estivéssemos em uma rocha vermelha.- comentou Lancelot ao
irmão Merlin.
- Pelo que me lembro a terra do terreno baldio
também tinha está estranha consistência rígida de rocha.- disse Merlin
pensativo.
- Gente!- exclamou Morgana para seus irmãos. –
Acho melhor vocês verem está placa.- disse Morgana. Os quatro irmãos foram até
o local onde Morgana se encontrava.
Havia uma placa de metal velha, enferrujada e muito deteriorada pelo
tempo e sol.
- Parece ser uma placa de estrada.- disse Gwen
observando a placa metálica velha e enferrujada casta pelo tempo. Todos os
outros observaram também.
- Parece que tem algumas coisas escritas nela.
Parecem ser direções e distancias de cidades.- disse Arthur chegando mais perto
da placa, e com a mão removia grossas crostas de terra ou areia da placa para
poder enxergar o que estava escrito. Depois de limpar os outros quatro olharam
para o que estava escrito na placa. Haviam duas palavras estranhas e na frente
as quilometragens de cada uma.
- Parecem com
nomes de cidades.- disse Morgana ao se aproximar mais para estudar melhor a
placa velha e casta. – Parece que a primeira cidade se chama Vashakia fica a
uns 12 Km de distancia daqui de onde estamos e a segunda parece que se chama
Cidade Velha de Sanatoria e fica a 100 Km de distancia daqui.- disse Morgana ao
se virar para encarar o rosto atônito de
seus irmãos. – Bem é o que está escrito aqui.- disse ela apontando para a
placa. Todos os quatro olharam para a placa mais perto e depois olharam para a
estrada asfaltada mas muito mal preservada e deteriorada pelo tempo e o clima.
Enquanto todos os cinco conversavam e tentavam
entender o que estava acontecendo com eles e como vieram parar neste estranho
deserto, uma estranha sombra se aproxima do grupo lentamente e sem fazer nenhum
barulho. O estranho estava todo coberto da cabeça aos pés e com uma mão magra e
ossuda segurava firmemente uma bastão de madeira.
- Olá crianças- disse o estranho viajante. Os
cinco ao escutarem a estranha voz arrastada e muito estranha que os assustaram.
Os cinco se viraram e viram o estranho viajante com o rosto obscurecido pelo
capuz do mando de viajem.
- Quem é você?- perguntou Lancelot se ponto na
frente dos seus irmãos mais novos.
O estranho homem encapuzado levantou a mão
magra que estava desocupada e abaixou o capuz da manda e descobriu a cabeça
deixando longos cabelos negros que chegavam até a cintura, ele tinha penetrantes
olhos castanhos escuros e uma vasta barba negra desgrenhada que chegava até o
peito.
- Eu me chamo Valendrix, e sou apenas um velho
adarilho.- disse o homem magro e cansado. Os olhos mostravam rigidez, seriedade,
mas também mostrava compaixão e bondade, mas além disso monstrava uma profunda
e escura tristeza em seus olhos, incontáveis perdas que provavelmente era as
coisas que tinham influenciado o seu jeito ranzinza e duro de ser.
Depois das
devidas apresentações, Arthur, Gwen, Merlin, Morgana e Lancelot olharam para o
andarilho estranho e misterioso com ligeira desconfiaça e curiosidade. Então
Lancelot se aproximou do estranho homem de vestes de viajem velhos,
surrados,castos e sujos pelas temperes de longas viagens. O homem então encarou
o garoto mais velho que se aproximava dele lenta e cuidadosamente.
- Posso ajudá-lo.
Meu jovem?- perguntou o homem com os profundos olhos negros e duros. Lancelot
estacou os passos por alguns momentos e então continuou a andar.
- Se você é um
andarilho, então você teve saber onde nós estamos.- disse o garoto mais velho do
grupo de modo a disser que ele era o líder do grupo. O homem olhou para o
menino e depois teu um sorriso duro e seco, como se o sol escaldante tivesse
evaporado toda sua alegria e humor pelo
logo período que ele provavelmente estivera caminhando sob este terrível sol de
deserto.
- Posso ver que
vocês não são nativos daqui.- disse ele agora encarando cada um deles no fundo
de seus olhos. – Bem vocês me parecem muito jovens para estarem caminhando por
este deserto sozinhos e sem a supervisão de algum adulto. Onde estão os pais de
vocês?- perguntou o andarilho curioso.
- Nossos pais
morreram.- disse Lancelot para o andarilho.
- Hum. Mortos-
disse o velho levando a mãos magra mas forte até a barba e coçando-a.
- Mas isso não
importa agora.- disse Lancelot encarando o homem nos profundos olhos negros. –
Que lugar é este em que estamos? Não parece com um algum deserto que eu e meus
irmão já tenhamos visto na Terra.- disse Lancelot olhando além do horizonte A
onde o céu vermelho e a areia dura e vermelha se fundiam em um só e depois
virando o rosto para a outra ponta para o horizonte B que também era
assustadoramente perturbador para seus olhos, ele não conseguia ver onde
começava a estrada e onde terminava e muito menos onde começava o chão e onde
terminava o céu. O andarilho então olha para o horizonte oeste e vê o sol se
ponto.
- Acho melhor
acamparmos em algum lugar mais seguro, o sol está morrendo no horizonte, temos
que nos abrigarmos porque quanto o sol morre, criaturas sombrias e obscuras
vindas das profundezas do Morkuras surgem para se alimentarem e trazerem terror
e pesadelos para os viajantes inesperientes como vocês cinco.- disse o homem
ainda olhando para o horizonte e depois virando-se para o norte da placa
enferrujada e velha- Venham! Eu estou acampado aqui perto, lá poderemos
conversar mais e nos conhecermos melhor.- dissendo isto o homem virá as costas
para os cinco irmãos e começa a andar, os cabelos negros esvoaçavam e ondulavam
docemente sobre os ventos vindos do oeste.
Os cinco irmão
seguiram o estranho homem que ia a frente deles mostrando o caminho até onde
ele havia montado o acampamento dele. Ao chegarem lá, eles observam um pequena
e velha tenta surrada e empoeirada ao lado se um tronco de árvore que tinha
espaço para um se sentar, na frente do tronco havia sinais de uma fogueira.
Lancelot, Morgana, Merlin, Gwen e Arthur se entreolharam e depois olharam para
o homem que fez o sinal para se sentarem.
- Eu sei que
vocês tevem ter muitas perguntas para fazer, mas antes de começarmos acho
melhor comermos alguma coisa. Vocês cinco tevem estar famintos.- disse o velho
homem de cabelos e barbas negras se aproximando da fogueira que ele já havia
deixado preparado, ele agachou-se e ergueu as mãos, em menos de um segundo os
galhos e folhas secas já estavam sendo consumidas lentamente por chamas
vermelhas, amarelas e laranjadas que dançavam aos som ambiente da noite. Merlin
se aproximou da fogueira atônito por ver que o homem havia feito surgir fogo do
nada, sem nem mesmo precisar usar fósforos ou até mesmo sem usar pedras ou
gravetos para começar esfrega-los para acender a fogueira.
- Impossível.
Você não pode ter acendido está fogueira sem ter usado forforos ou pedras ou
até mesmo gravetos. Você não pode ter feito estas chamas surgirem do nada.
- Eu não as fiz
surgirem do nada, eu as conjurei. Nada surge do nada, elas precisam vir de
algum lugar, como as idéias- disse o misterioso homem, que agora mexia em
alguma bolsa perto de sua tenta e tirava dela um graveto e no graveto havia uma
lebre muito maior do que as que eles já tinham vistos e o homem coloca o espeto
com a carne de lebre sobre dois outros gravetos, cada uma dos gravetos tinha
duas bifurcações, ele coloca o espeto da carne para que o fogo comece assá-lo e
depois volta a olhar para os cinco garotos.- Então qual é a graça de vocês?-
perguntou o homem curioso para os cinco jovens que agora estavam se sentando a
sua frente e mais perto da fogueira para se aquecerem do inesperado frio da
noite daquele lugar estranho e misterioso em que foram parar.
Primeiro comeram,
depois veio a converça.
- Vocês não são
destas províncias, não são?- perguntou o velho viajante agora olhando mais
atentamente para as roupas que os cinco garotos estavam usando e reparou também
nas sujeiras e manchas de sangue que manchavam e imaculavam o branco do tecido
da roupa deles.
Lancelot ,
Merlin, Morgana, Gwen e Arthur se entreolharam nervosamente e timitamente.
- Não, não somos
daqui- disse Lancelot abaixando a cabeça. Merlin então olha para o homem mais
velho.
- Que lugar é este?
Nunca vi ou ouvi falar de algum deserto que a areia fosse não dura que parece
com rocha e que a areia e o seu fossem tão vermelhos que parecem com sangue e
nem que céu e terra podessem se fundirem e confundirem nossas cabeças como este
lugar. Então senho, poderia nos disser em que lugar do planeta Terra nós
estamos?- perguntou Merlin curiosamente para o velho homem que agora removia o
resto da lebre do fogo e jogava para o mais longe da luz da fogueira , todos
olharam curiosos para o local onde a carcaça da lebre caíra. E para o espanto
dos cinco garotos uma matilha de assustadores lobos aparecerá das sombras,
diferentes dos lobos monstruosos e negros de olhos vermelhos e loucos que perseguiram
eles até a estranha porta que os levará até aquele estranho e assustador
deserto vermelho, os lobos daquela matilha eram menores, de pelos cinzas e
marrons, olhos azuis puros e frios de tristeza. Depois de um longo tempo de
silencio o velho viajante soltou uma fraca risada desdenhosa, como se a
pergunta que o menino de 15 anos fizera para ele fosse uma coisa louca e
insana. Lancelot impacientemente disse:
- Porque você
está rindo?
O homem parou e
voltou a ficar sério, não tirava os olhos dos lobos que comiam os restos
mortais da lebre que ele acabara de jogar fora.
- Vocês não estão
mais na Terra.- disse ele com o olhar fixo nos lobos magros e famintos.
Os cinco irmãos
se entreolharam agora espantados com as noticias dadas por este estranho homem.
Lancelot
voltou-se a encarar o velho viajante e com fúria disse:
- Como assim nós
não estamos mais na Terra? Você quer disser que estamos mortos?-
O homem mexerá
apenas os olhos para poder olhar para Lancelot. Então Lancelot pode ver por
aqueles olhos duros e ranzinzas a dureza de uma vida, não eram olhos de um
simples viajante, que escolherá viajar sozinho pelo mundo, não, aqueles olhos
era de alguém que lutará em inúmeras batalhas duras e sangrentas, que virá
muitas coisas terríveis ao longo de sua vida.
- Vocês não estão
mortos.- disse o velho ainda com o rosto imóvel e olhando para Lancelot pelos
cantos dos olhos.- Eu vou poder explicar melhor para vocês, se algum de vocês
me contar toda a historia dos acontecimentos que trouxeram vocês até este
mundo.
Então os cinco
com ordem começaram a contar os fatos que mudará toda a vida deles.
O velho
endireitou o rosto e levantou olhar para o céu para poder observar as infinitas
estrelas que habitavam os céus daquele estranho mundo em que eles se
encontravam. E por um longo tempo ficaram em silencio. Então o velho viajante
voltou a falar:
- Entendo.- mas ele ainda mantinha os olhos fixos nas
estrelas.
- Entende o que?-
agora quem falava era Morgana. Ela estava assusta como todos seus irmãos, mas
tentava ser forte.
O velho viajante
então abaixou os olhos e encarou os cinco irmãos, estudou cada um deles e então
percebeu que eram crianças ainda, crianças tiradas do mundo que conheciam e
jogadas em um lugar totalmente desconhecido e assustador, mas ele precisava ter
certeza disso.
Então foi neste
momento que ele virá nas mãos do menino mais velho um livro, grande não, de
tamanho normal, mas de aparência bem casta e maltradado pelo tempo e pelo uso.
-Eu poderia ver
este livro meu jovem?- disse o velho andarilho ao apontar o dedo indicado
comprido e ossudo para o livro que Lancelot segurava. Foi então que Lancelot
percebeu que ainda segurava o livro que pegará no escritório do pai e foi então
que os outros também perceberam o livro.
- Lance, por que
você pegou este livro?- perguntou Morgana curiosa e assustada ao mesmo tempo.
Lancelot olhou o
livro com mais cuidado virando-o em suas mãos.
- Eu não sei, só
achei que ele seria importante.- disse Lance para a irmã. Merlin então pediu
para dar uma olhada no livro, ao pegar o livro nas suas mãos ele viu que o
livro era bem antigo e diferente de todos os livros que ele já virá em toda sua
vida, na parte frontal da capa do livro haviam símbolos e escritas que ele
nunca virá em toda sua vida, mas no centro do livro havia o símbolo que
lembrava de um dragão ascentende dentro de um lozango feita por mais símbolos
desconhecidos, ele tendou abrir o livro mas não conseguiu e olhou para a
fechadura do livro, não havia buraco nenhum para colocar nenhuma chave, só mais
um símbolo estranho em forma de um brasão com um símbolo que lembrava o sol .
- Então eu posso
vê-lo?- perguntou novamente o velho andarilho esticando e abrindo a mão para
poder pegar o livro, os cinco garotos se entreolharam e então Lancelot fez
sinal com a cabeça concordando para Merlin entregar o livro para o velho,
quanto o velho pegou o livro ele primeiro encarou a capa frontal e estudou
aquela parte por algum tempo, primeiro olhou para as bordas castas e corroídas
pelo tempo e mofo, depois para o tipo de capa era o daquele livro, era uma capa
dura feita de um material que lembrava a pedra e depois observou atentamente os
símbolos do livro e principalmente o símbolo da fechadura, lembrando que aquele
símbolo representava o Deus do sol Haldor.
- Hum, curioso.-
disse o velho ainda observando o símbolo na fechadura do livro. Ele passou o
dedo sobre as marcas e símbolos em relevo e murmuro alguma coisa inaudível, que
para os cinco irmãos lembrava tanto latim misturado com uma língua totalmente
desconhecida que mais para frente eles iriam descobrir mais sobre a estranha
língua que o estranho andarilho estava murmurando enquanto passava a ponta de
seu dedo nos relevos e nas marcas do velho e misterioso livro, enquanto que os
três garotos e as duas meninas observavam com atenção o que o andarilho fazia,
para eles o velho andarilho estava entoando ou cantando alguma velha canção de
aparência religiosa e então as marcas, símbolos e escritas na capa frontal do
livro principalmente do estranho cadeado que não tinha abertura para nenhuma
chave, só um estranho símbolo que como o resto começou a imitir um estranho mas
fraco brilho azul esbranquiçado e depois esverdeado e por ultimo voltou para o
azul esbranquiçado-esverdeado em uma intensidade maior, e depois foi possível
escutar um barulho de um cadeado se abrindo.
O velho e
misterioso andarilho teu um sorriso fraco e cansado, os cinco irmãos estavam
espantados de boca aberta e de olhos enormes de espanto com o que acabaram de
presenciar naquele momento. Merlin indignado com o que ele e seus irmãos
acabaram de ver:
- Mas que merda
foi essa?- perguntou ele assustado para o misterioso andarilho, que o olhou com
olhos negros e cansados mas acuçadores.
- Eu acho que
isto vocês poderiam chamar de magia.- respondeu o Andarilho entregando o livro
agora aberto para Lancelot.
- Magias não
existem.-
- Eu achei legal-
todos se viraram para ver o irmão caçula agora sorrindo um pouco mais
confortável e feliz.
Arthur até aquele
momento estava em choque com tudo o que viram até aquele momento em que o
andarilho aparecerá. Ele estava muito assustado depois de ver os corpos mortos
e brutalizados do pai e da mãe deles.
- Lance, o que está escrito dentro deste livro?-
perguntou Morgana ao ver o livro agora aberto nas mãos do irmão mais velho e
que todos observavam assustados e curiosos.
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