Prólogo
-
Mestre?- Disse o jovem Varlendrix ao seu mestre.
-
Sim! meu jovem aprendiz. - Respondeu Shura calmamente para seu jovem e
preocupadíssimo aprendiz.
-
Mestre. Já está tarde. O senhor não acha melhor continuar amanhã de manhã a estudar
e decifrar este manuscrito, já se passam da segunda meia-noite meu mestre.-
Disse o jovem aprendiz tremendo de medo e preocupação ao ver seu velho mestre
não dês grudar seus cansados e velhos olhos, já sem a luz que tinha na
juventude. O mestre não respondeu ao chamado de seu jovem aprendiz e continuou
lendo o manuscrito. Shura era o líder dos Guardiães do Chakran Vermelho, um dos
mais poderosos magos vermelhos de Ertorias o reino dos Deuses.
-
Mestre, por favor! O senhor já está com mais de 198 anos de idade. Já não pode
ficar tanto tempo lendo manuscritos antigos sob as luzes de velas nos escuros
salões da biblioteca do Conselho.- Gemeu preocupado Varlendrix ao velho mestre.
Shura
levantara o velho mas ainda forte rosto do manuscrito, os olhos verdes de Shura
não exibiam nenhum sinal de cansaço ou de nem de sono, o velho ancião encarou
seu jovem e preocupado aprendiz com um olhar de fúria e despreocupação.
-
Quem você está chamando de velho, em meu jovem Valendrix?- Respondeu Shura
rispidamente ao seu jovem aprendiz, que imediatamente abaixara o rosto para
olhar seus sapatos.
- M...mestre. Me desculpe, eu
não queria de chamar de velho.. Eu...eu...- Gaguejava Varlendrix nervosamente,
o velho mestre então sorriu para o jovem aprendiz. O sorriso de Shura não era
um sorriso maldoso, mas sim um sorriso calmo e tranqüilo para tranqüilizar seu
jovem aprendiz.
- Não se preocupe comigo
Varlendrix, ainda posso cuidar de mim. Só vou terminar está linha e já vou ir
embora. Mas você pelo jeito meu jovem rapaz, você sim precisa de um descanso.-
Disse Shura com seu sorriso paterno e amoroso.
O
jovem rapaz, que apresentavam olheiras profundamente roxas de baixo de seus
olhos castanhos soltara um enorme e profundo bocejo, que fez seu velho mestre
balançar a cabeça de um lado a outro.
- Vá
dormir garoto, que amanhã você tem que estar preparado para o seu teste.-
Respondeu Shura encarando agora seu aprendiz seriamente.
-Ok,
mestre! Já estou indo então. Mas vê se não vai dormir muito tarde.- Disse o
jovem Varlendrix ao olhar para o relógio de ponteiros encima da porta de
entrada que era uma das pouca coisas que iluminavam o gélido e sombrio recinto
em que eles se encontravam, o ponteiro menor das horas marcavam mais de segunda
meia-noite, o rapaz teu uma última olhada para seu mestre e viu que ele voltara
a atenção ao antigo e sombrio manuscrito. O aprendiz ergue a mão e pega uma das
velas do archote que estava encima da
mesa em que seu mestre se encontrava, então virou-se para a porta e foi andando
em direção a enorme e pesada porta aberta.
- E
Varlendrix.- Chamou seu mestre.
-
Sim! Mestre?- Respondeu Varlendrix
- Não
esqueça de fechar a porta.- Disse o velho mestre para seu discípulo sem
levantar o rosto do manuscrito. O aprendiz virá o rosto para seu mestre para
poder vê-lo mais uma vez e essa seria a última vez em que ele virá seu amado
mestre vivo. Desanimado, Varlendrix responde tristemente:
-
Está bem mestre.
Ao
sair Varlendrix vai até o terminal da porta que se encontrava na parede ao lado
da porta e poda para trancar. Imediatamente se ouve um forte estampido e um
barulho de engrenagens se movimentando para fechar a enorme porta e trancá-la.
Quando
a porta se fechou, Shura levanta o rosto e olha para a porta trancada que seu
aprendiz acabará de sair e volta sua atenção para o manuscrito. Passando pouco
mais de meia hora depois que seu aprendiz sairá, Shura escuta passos pelos
corredores do salão em que ele se encontrava.
Shura
imediatamente levanta seu velho e agora cansado rosto, ele olha para os lados mas
não vê ninguém em nenhum canto, então ele abaixa os olhos de volta ao
manuscrito para continuar sua leitura. Foi quando ele sentiu um forte cheiro de
podridão no ar e perto dele. Shura não levantou o rosto, continuou com o rosto
abaixado e enfiado no manuscrito. A criatura toca em seu ombro, mas ele não
olha para nenhum canto. Shura sente seu coração gelar de medo ao sentir a
misteriosa criatura lhe tocar em seus ombros, a sensação do toque da criatura
parecia com o toque da própria morte.
- O
que você quer criatura maligna?- Pergunta Shura sem levantar seu rosto do
manuscrito. A criatura aproxima os
lábios podres do ouvido direito de Shura e sussurra:
-
Shirank, frinsks drunkstra “Meu mestre quer o Drunkstra.”- Respondeu a
diabólica criatura.
-
Nunca irei contar o paradeiro dos Drunkstra. - Falou Shura.
Com
raiva a sombria criatura, com sua mão podre agarra o pescoço de Shura e o virá
para encarar seus mortíferos olhos diabólicos. Quando Shura encarou os malignos
olhos azuis brilhantes da horrível criatura. Shura sentiu como se sua alma era
sugada de seu corpo, ele sentia um frio absurdo, como se seu corpo congela-se
de dentro para fora. Shura fazendo de tudo para que o poder maléfico e
diabólico da criatura não o mata-se, os olhos da horrível criatura emitiam um
gélido brilho azulado que mais pareciam enormes e horrivelmente geladas águas
de um mortalmente gelado oceano, tava a impressão de que nunca mais conseguiria
sair daquele horrível mar de morte gelada, mas o velho mago começa a murmurar
alguns encantamentos e feitiços “Friorus
Vulcanos Dragonians Morturius Vitronis Merus” a mão de Shura começa a brilhar
em uma cor vermelha viva, quando de repente surge uma bola de fogo que pula da
palma de sua mão para a cintura da monstruosa criatura, a criatura ruge de dor,
quando sente o fogo lhe queimando a carne e os ossos em decomposição deixando
uma marca vitria cor vermelha na cintura, o fogo instantaneamente se estingue
mas a horrível dor não desaparece e a criatura soltou a mão que prendia o velho
ancião.
Shura
consegue se libertar das mãos negras de carne em decomposição que exalava o
forte cheiro de morte. Shura corre para fora do alcance da diabólica criatura
de pele e rosto negro pela carne em decomposição.
O
velho ancião mesmo com toda a idade que tinha ele ainda corria muito rápido
para uma pessoa de sua idade, ele então corre em direção a uma estante de
livros de mais ou menos 67 metro de altura que estava encostado na enorme e
fria parede do salão da biblioteca, o velho mago ancião, virá para a esquerda e
se esconde atrás de uma outra estande em frente da estante em costada na escura
e úmida parede do enorme, escuro e sepulcral salão da biblioteca.
A
criatura demoníaca consegue conter seus urros de dor e se levanta e olha para
os lados no escuro do enorme salão a procura do velho e maldito mago que lhe
marcara com uma das mais malditas magias de fogo que existirá. Então a
demoníaca criatura se levanta e começa a sentir o cheiro do suor, medo e de
carne viva e velha do antigo mago. A criatura negra então começa a caminhar
lentamente sabendo que a porta fora fechada e trancada pelo aprendiz do velho e
maldito mago. O cheiro da carne viva do velho estava ficando mais forte e mais
forte.
Shura
escutando os passos da demoníaca criatura se aproximando, o velho mago então
começa a fazer outro encantamento, mas como estava muito fraco e debilitado o
mago ancião não conseguira concentrar energia o bastante para fazer outro
encantamento, isso só ajudou a deixá-lo mais fraco e cansado. Os passos da
criatura iam se aproximando como arrastar de pés de um morto-vivo, lentas e
pesadas. Mas Shura não deixará se
enganar pelo som que a maldita criatura inumana fazia, mas a criatura receberá
uma magia de nível divino do velho mago que a deixará com um sério dano na
perna direita, para confirmar suas suspeitas, o mago ancião vermelho virá o
rosto por cima do seu ombro direito e
observa a monstruosa criatura descarnada se aproximando lentamente de seu
esconderijo arrastando a perna direita seriamente danificada pela magia do
fogo, mas quando ele volta a cabeça para a posição de origem ele imediatamente
eleva a mão ao nível de seu estômago e toca na ponta do objeto que acabará de
ceifar sua vida atravessando sua espinha e seu estômago. Ele sentia o sangue
lhe deixando seu corpo pelo orifício que a arma lhe fizera, sentia o gosta
amargo do sangue com sucos gástricos lhe subindo pela garganta e escorrendo
como baba pela boca, Shura levantou seus olhos verdes e destemidos para olhar
para a criatura sombria que agora estava em sua frente com seus podres dentes
em decomposição e que cheiravam a podridão em um enorme e maligno sorriso de
vitoria:
-
Grusnisk shirinai fruisk orine jungro truisk(Finalmente de peguei maldito mago
vermelho) - disse a maléfica criatura em urros animalescos e sombrios que se
assemelhava a unha que arranhavam um quadro negro, agora que o mago estava
fraco, perto da morte inevitável, o mago vermelho ancião não podia mais escapar
dos mortais olhos azuis gelados de morte e escuridão. Shura sentia sua alma e
sua energia vital sendo sugada para dentro daqueles oceanos azuis e negros.
Como último recurso antes de sua morte, o velho mago concentra o resto de sua
energia vital e a divide em duas partes para poder usar elas em duas magias
extremamente poderosas, a primeira era para ativar a “Chave dos Outraskes” também conhecidos como os
Viajantes de Mundos ou Descobridores dos Mundos, e a segunda magia era para
destruir a criatura, então o velho mago começa a murmurar o segundo
encantamento, “Luminoras Forgus Ciatruir Morian Destrunkorias Kroskas Von
Truisk Corpus Explodin” ao disser estas palavras o corpo do mago vermelho
começa a emanar um fraco brilho de coloração vermelha de baixa intensidade que
vai aumentando gradativamente. A monstruosa criatura ao perceber o que o velho
mago pretendia fazer dentou escapar mas fora segurado pelas moribundas mãos
velhas mas de pegada muito poderosa, ao olhar para o rosto velho e cansada do
velho mago, a criatura negra em decomposição arregala os olhos em um espanto ao
ver o enorme sorriso no rosto do velho semi-morto. Ao fechar os olhos Shura
sente a temperatura de seu corpo aumentar gradativamente junto com a
intensidade do brilho de seu corpo, quando seu corpo começa emanar um brilho de
um vermelho cor de fogo ele abre seus olhos que antes eram verde agora eram
olhos vermelhos e se assemelhavam a olhos de dragão. Um grande brilho que
poderia cegar definitivamente os olhos de qualquer pessoa que estive-se por
perto do local em que o mago usara seu mais poderoso e suicida magia, emanando
de dentro da velha biblioteca do conselho e seguida por uma poderosa explosão.
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